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domingo, 30 de novembro de 2014

A Verdadeira História do Natal History channel Brasil




AS ORIGENS E LENDAS DO NATAL
Por Nicéas Romeo Zanchett 
                 Historicamente o Natal teve sua origem das festividades da brunária pagã (25 de Dezembro) que era uma orgia em homenagem a Saturno, que por sua vez, mais tarde, deu origem ao carnaval em outra data. Nos hemisfério norte, o solstício de inverno ocorreu entre os dias 21 e 22 de Dezembro, quando o sol atinge o seu afastamento máximo na linha do Equador, tornando as noites mais longas e marcando o início do inverno. Mitraístas estabeleceram o dia 25 de Dezembro, data do Natalis Solis Invicti, ou nascimento do sol invencível, como a do nascimento de Jesus Cristo. 
                  As festividades do Natalis Solis Invicti eram comemoradas com árvores enfeitadas de luzes (velas) e troca de presentes. Ao se converterem cristãos, os pagãos mantiveram o costume e o trouxeram para sua nova fé. Este culto pagão ao Sol Invencível teve de ser reinventado, sincretizado e cristianizado,passando a ser a data oficial do nascimento de Jesus Cristo. Na bíblia não há nenhum mandamento ou instrução para celebrar o nascimento de Cristo. No ano de 1955, falando sobre Jesus Cristo para um Congresso Internacional de História em Roma, o Papa Pio XII disse: "Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé e não à história". 
                  Acredita-se que a tradição de montar uma árvore de natal em casa tenha surgido em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães durante o período colonial, quando estes vieram mora na América. 
                  A festa de natal teve sua origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, e daí se expandiu ao protestantismo e ao resto do mundo.
                  O presépio é um altar a Baa - Deus supremo da religião fenícia -, consagrado desde a antiga Babilônia. É um estímulo à idolatria. Seus adereços são simbologias utilizadas na festa do deus Sol.  A tradição da montagem de presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XII. 
                  O Brasil, que é um país com maioria cristã, comemora a abertura do natal com a "Missa do Galo" que é celebrada diante de um presépio e suas figuras relacionadas à Babilônia. 
                  Quanto ao bom velhinho, Papai Noel, os estudiosos afirmam que foi inspirado no bispo chamado Nicolau que nasceu na Tunísia em 280 d.C. Ele era um homem de bom coração que costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximos às chaminés das casas. 
                   Depois deste breve histórico, podemos dizer que falar de natal é falar de Jesus Cristo. Passados vinte séculos, seu nome continua vivo e sua presença marca a esperança, a vida e a fé de todo o mundo civilizado. Sem dúvida, é a Ele que se deve todo este envolvimento psíquico de emoção, compaixão e fraternidade da espécie humana. O ponto crucial desta questão é que Ele representa o grande pregador dos ensinamentos morais, a prática do bem e o amor ao próximo, independente da convicções  religiosas. 
                   A real existência de Jesus Cristo tem sido posta em dúvida desde o século II de nossa era. Provas históricas e científicas são procuradas com o objetivo de fundamentar a crença. As bibliotecas e museus guardam escritos e documentos de autores que teriam sido contemporâneos de Jesus, mas nenhuma referência é feita a Ele. Os documentos oferecidos pela Igreja cristã não foram aceitos pelos historiadores que põe em dúvida a sua autenticidade. Na verdade, os homens sempre estiveram divididos em duas posições: a dos que afirma sua existência e dos partidários da posição contrária, que afirmam ser Ele uma entidade idealizada, criada apenas para fazer cumprir as escrituras, visando dar sequência ao judaísmo que então moria, surgindo uma nova crença. Esta divergência data do século II quando judeus ortodoxos e alguns homens considerados sábios e formadores de opinião, começaram contestar a veracidade de sua existência. 
                   Quando ainda cativos na Babilônia os sacerdotes judeus, que representavam a nata social do seu meio, escreviam sobre tudo o que achavam interessante em matéria de costumes e crenças religiosas. Mais tarde compeliram tudo em um só livro que recebeu o nome de "Talmud" - livro do saber, do conhecimento e da aprendizagem. Quando os judeus chegaram a Roma e Alexandria, ali só havia uma religião oral, portanto sem registro escrito. Isto facilitou a introdução de suas práticas religiosas como também suas superstições. Dessa conjuntura nasce o cristianismo com o máximo de mistificação religiosa de que foi capaz a mente humana da época.  Com grande habilidade os judeus conseguiram implantar o cristianismo que logo entrou no gosto popular penetrando na casa dos mais humildes, dos poderosos senadores e, inclusive, dos palácios imperiais. Dizem os historiadores que Crestus, o Messias dos assênios teria dado origem ao nome Cristo, cristão e cristianismo. Os assênios tinham grande simpatia do povo por terem estabelecido uma instituição comunal, em que os bens pessoais eram igualmente de todos e para todos. No seu sistema, as necessidades de cada um eram responsabilidade de todos. 
                Alguns historiadores afirmam que o cristianismo nasceu na Alexandria e não em Roma ou Jerusalém e dão a entender que nasceu das ideias de Filon que, platonizando o judaísmo, escreveu boa parte do Apocalipse. É a mesma transformação que o cristianismo dera ao judaísmo introduzindo-lhe o paganismo e a idolatria. 
                 Independente de suas origens, ideologias e crenças, a verdade é que os cristãos foram muito perseguidos pelas suas práticas religiosas. 
                 Segundo Tácito, judeus e egípcios foram expulsos de Roma por formarem uma mística superstição. As expulsões ocorreram duas vezes no tempo do Imperador Augusto e a terceira vez no governo de Tibério no ano 19. Naquela época ainda não era conhecido o nome de Jesus e o nome cristão aplicava-se à superstição judaico-egípcia que mais tarde foi confundida com o cristianismo.
                O imperador Diocleciano (245 x 313) passou para a história como o maior assassino dos cristãos. Do ano 303 a 312 ele mandou matar mais de 20 mil devotos. Naquela época a população mundial  não chegava a 250 milhões de pessoas - equivalente a menos que a atual população do Brasil.
                  Com o aparecimento de Constantino (Flávius Valérius Constantinus) - O Grande - Imperador romano -(272 x 337) - filho de Constâncio, que foi levado ao poder pelo seu exército, o cristianismo tomou força e um novo rumo. 
                  Roma estava dividida e a desordem imperava. Constantino queria unificá-la e tornar-se seu único imperador. Disputava o poder com seu inimigo Maxêncio. Para vencê-lo precisava da ajuda dos cristãos e como era hábil estrategista, disse a todos que, apos ter visto no céu uma cruz onde estava escrito "tout o nika" - triunfa por meio desta-, havia se convertido ao cristianismo. Obtendo apoio dos cristãos , em 213 às margens do rio Tibre, venceu Maxêncio, tornando-se o único imperador romano. Mesmo dizendo cristão, Constantino nunca se batizou. 
                  Com o imperador declarando-se cristão devoto, o cristianismo ganhou força. O imperador, satisfeito com os resultados, foi aos poucos imbuindo o espírito cristão nas leis romanas. Suprimiu o sacrifício da cruz, os combates de gladiadores e favoreceu a liberação dos escravos. Instituiu-se protetor da igreja e defensor da fé ortodoxa, elegendo-se como primeiro Papa -(chefe da igreja católica)-. Construiu muitos templos (igrejas) e reuniu o Concílio Ecumênico de Nicéia em 325. Nele se reuniram bispos para discutirem duas opiniões constantes: aquela do padre alexandrino Ário qe sustentava a doutrina de que Jesus Cristo era semelhante ao pai, mas não era eterno como este, e aquela do bispo Atanásio da Alexandria que afirmava que Jesus Cristo não era criatura, mas sim substância divina. O Concílio, que foi o primeiro a receber o nome de Ecumênico, ou seja, Universal, condenou a doutrina herege de Ário e aprovou a de Atanásio. No início do cristianismo os evangélios eram em número de 315 e o Concílio de Nicéia selecionou-os, reduzindo-os a apenas 4 que hoje são conhecidos. 
                 Ao longo da história, o imenso poder do Vaticano tornou difícil a liberação do homem da tutela religiosa. Os partidários de posição contrária eram excomungados, perseguidos e até mortos impiedosamente. Muitas guerras foram motivadas por questões religiosas. 
                 Apesar de todos estes problemas vividos ao longo da história, real ou idealizado, o nascimento de Cristo vem comovendo a humanidade há vários séculos. O que mais importa é que o nome de Jesus Cristo está no coração das pessoas e esta força é capaz de destruir barreiras entre pais, filhos e irmãos, reaproximando-os no amor através do "espírito natalino". Em todo o mundo as pessoas, das mais diversas religiões, dão uma pausa em seus afazeres e congratulam-se festivamente. Em muitos lugares até  guerra é interrompida nos dias de natal e ano novo. 
                 O Natal é a festa que mais traz benefícios para o mundo em que vivemos. 
                 brindemos a isso! 
Nicéas Romeo Zanchett 




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